Em tempos de dificuldades financeiras, toda e qualquer “ajuda” é bem-vinda. Parcelar compras no supermercado a partir de determinado valor, abastecimento do carro, pagar o restaurante em parcelas.
Porém, uma modalidade é (bem) perigosa: a de tomar dinheiro – empréstimo – baseado no limite do seu cartão de crédito. As grandes cidades estão inundadas de anúncios oferecendo, e Goiânia não é diferente. Basta quem tem o dinheiro dispor de uma maquininha, e voalá! Faz o empréstimo, libera o valor solicitado via PIX, e isso tudo sem nenhum tipo de imposto pago. De quebra, aplica o seu com taxas de retornos inimagináveis se comparado com o que os bancos oferecem.
O que notei, de uns dois meses para cá, é que as taxas subiram. E elas vem escondidas em uma lógica difícil de entender: quanto mais dinheiro você pega, menor a taxa de juros envolvida. Caso para Sherlock Holmes.
Mas um problema, normalmente negligenciado por quem precisa do dinheiro, aparece de cara: ao assumir uma operação desse tipo, você aumenta o risco de não conseguir pagar a fatura do cartão na totalidade. Isso porque a parcela mensal do empréstimo vem na sua fatura. E se você não pagar tudo, entra no crédito rotativo. E o crédito rotativo alcança taxas de até 500% ao ano, como já demonstramos aqui. Basta você ler sua fatura e verá o quanto lhe cobram.
Portanto, jamais tome uma decisão dessas sem antes uma análise criteriosa sobre o que vai fazer com o dinheiro que está buscando. Isso pode fazer toda a diferença e, no limite, pode lhe inviabilizar financeiramente. Confira na tabela a seguir os nossos cálculos.
