
Me dedico ao assunto “finanças pessoais” desde o ano de 1999. Foi ali que eu fiz o meu primeiro curso, ministrado em Porto Alegre por três especialistas formados na USP e na PUC-SP. Eles haviam criado o FOREX-Centro Brasileiro de Orientação de Finanças Pessoais. O slogan era porque seu dinheiro não aceita desaforo. Iniciamos a turma com 40 alunos, severamente selecionados entre uma multidão de inscritos. Ao final, um ano e meio depois, restaram dezenove. A área financeira é incrível: é preciso gostar muito para você trilhar esse caminho.
Nesses quase 25 anos de trabalho e estudos, muita gente passou pela minha mão, vários cursos e treinamentos foram feitos para aperfeiçoar a técnica. Muitas oportunidades oferecidas, algumas que não pude aceitar, mas já naquela época o mercado estava aquecido. Imaginem hoje, com mais de 70 milhões(!) de inadimplentes no Brasil?
Então, eu identifiquei três tipos de potenciais clientes. São eles:
- Aquele que SABE QUE PRECISA de ajuda;
- Aquele que ACHA QUE PRECISA de ajuda;
- E o que ACHA QUE NÃO PRECISA de ajuda.
Um deles faz a festa dos bancos, justamente o terceiro caso. Por quê? Porque o sistema financeiro vive dos juros que são cobrados da clientela. Simples assim. As pessoas extravasam, cometem verdadeiras loucuras com seu dinheiro, e os bancos aparecem como os “salvadores da pátria”. Registre-se que não sou contra bancos; apenas entendo que a regulação e fiscalização sobre eles é tremendamente deficiente. O que explica cobrança de 500% ao ano no rotativo do cartão de crédito, quando a inflação do país é de 6%?
Enfim, o sujeito que – endividado – “acha que não precisa de ajuda” é justamente aquele que os bancos adoram ter por perto.